Apenas 15% dos húngaros têm certeza de que vão se vacinar

Hungria  foi o primeiro país europeu a ter vacina russa

Hungria foi o primeiro país europeu a ter vacina russa
Michael Reynolds/EFE/EPA

Apenas 15% dos húngaros serão vacinados “certamente” contra o covid-19, enquanto 35% dizem que não e metade da população está indecisa, de acordo com uma enquete divulgada nesta quarta-feira (23).

O levantamento, realizado pelo Instituto Nacional de Estatística, indica que entre os indecisos 28,3% afirmam que “talvez” sejam vacinados, enquanto 21,1% optaram pela opção “não sabe / não responde”.

O governo ultranacionalista húngaro anunciou que não só usará as vacinas autorizadas pela União Europeia, mas também estuda adquirir as desenvolvidas na Rússia, China ou Israel.

Na verdade, a Hungria foi o primeiro país da UE a receber unidades da vacina russa “Sputnik V” há um mês para analisar sua eventual aplicação.

As autoridades sanitárias do país da Europa Central informaram que as vacinações podem começar em 27 de dezembro, como em outros países da UE, quando chegarem cerca de 5.500 doses do medicamento produzido pela americana Pfizer e pela alemã BioNtech.

O primeiro-ministro Viktor Orbán explicou recentemente que a Hungria encomendou mais de 12 milhões de vacinas de diferentes fabricantes ocidentais e,

até o momento, apenas 300 mil dos 9,7 milhões de húngaros se inscreveram para a vacinação.

Diminuição dos contágios

A Hungria teve um declínio lento no número de novas infecções por coronavírus durante duas semanas, enquanto as mortes permanecem entre 150 e 200 por dia.

Nas últimas 24 horas, a Hungria registrou 1.894 novos casos de covid-19 e 154 mortes.

A porta-voz do governo Alexandra Szentkirályi informou nesta quarta-feira (23) que o toque de recolher noturno não será aplicável na véspera de Natal e que nesse dia serão permitidas reuniões familiares de até 10 pessoas, sem contar os menores de 14 anos.

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