Boko Haram assume sequestro de 333 estudantes na Nigéria

Membros do grupo jihadista nigeriano Boko Haram

Membros do grupo jihadista nigeriano Boko Haram
Sahara Reporters/Reuteres

O grupo jihadista nigeriano Boko Haram assumiu nesta terça-feira (15) a responsabilidade pelo sequestro 333 alunos de uma escola secundária atacada na última sexta-feira (11) no estado de Katsina, no noroeste da Nigéria.

“Estamos por trás do que aconteceu em Katsina”, disse o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, em uma mensagem de áudio publicada pelo portal de notícias nigeriano “HumAngle”.

“O que aconteceu em Katsina foi feito para promover o Islã e desencorajar práticas não islâmicas, já que a educação ocidental não é o tipo de educação permitido por Alá e pelo seu Santo Profeta”, disse Shekau.

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De acordo com o site, o anúncio do Boko Haram torna o sequestro dos estudantes a primeira grande operação do grupo no noroeste da Nigéria, pois eles geralmente concentram seus ataques no nordeste do país.

No passado, os atos de jihadistas no noroeste eram frequentemente limitados a emboscadas de agentes de segurança e sequestros em menor escala para obter resgate.

O ataque

O atentado da última sexta-feira (11) ocorreu nas dependências da Escola Secundária de Ciências do Governo, uma instituição para meninos localizada na cidade de Kankara, no estado de Katsina.

Um total de 333 alunos ainda estão desaparecidos, segundo autoridades daquele estado, que informam que a escola abrigava 839 estudantes.

O governador de Katsina, Aminu Bello Masari, se reuniu ontem com o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, na cidade de Daura, no mesmo estado, para tratar do caso, segundo nota divulgada pelo porta-voz da presidência, Garba Shehu.

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O governador “disse que os sequestradores tinham feito contato e que já estava em curso discussões sobre a segurança e o regresso (dos alunos) às suas casas”, disse a nota oficial, sem especificar quem são os autores da ação, notando um “progresso constante” para resgatá-los “ilesos”.

No entanto, fontes do Boko Haram garantiram à “HumAngle” que eles não fizeram exigências nem estabeleceram condições para a liberação dos alunos.

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