Cidade do México vai paralisar as atividades não essenciais

Subsecretário de Saúde López-Gatell defendeu a paralisação na capital do país

Subsecretário de Saúde López-Gatell defendeu a paralisação na capital do país

Sáshenka Gutiérrez / EFE – Arquivo

A Cidade do México e o vizinho estado do México paralisarão todas as atividades não essenciais a partir deste sábado (19), até o próximo dia 10 de janeiro, segundo anunciou o subsecretário de Saúde do país, Hugo López-Gatell. A medida visa conter o avanço da disseminação do novo coronavírus na região mais populosa do país.

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“Teremos uma suspensão temporária de certas atividades econômicas que, conforme analisamos, contribuem importantemente para a mobilidade e a aglomeração de pessoas”, segundo explicou o especialista, que é o principal gestor da pandemia no México, em entrevista coletiva.

De acordo com a determinação do governo, serviços de alimentação não preparados ou para entrega em domicílio, energia, transporte, produção manufatureira, saúde, funerário, construção, setores financeiro e de telecomunicações permanecerão abertos.

Epicentro da pandemia

A Cidade do México é o epicentro da pandemia da covid-19 no país, acumulando 277.733 casos de infecção e 19.583 mortos.

Em todo o território mexicano, foram contabilizados 1.289.298 positivos para o novo coronavírus, e 116.487 vítimas da covid-19;

Atualmente, a ocupação hospitalar na capital do país gira em torno de 80%. Já no Estado do México, o índice é de 75%.

O presidente Andrés Manuel López Obrador, além de diversas autoridades regionais e locais, fizeram apelos públicos para a população restringir a mobilidade, para tentar conter o contágio.

Hoje, no entanto, López-Gatell garantiu que apenas reduzir os deslocamentos não é medida suficiente contra o novo coronavírus.

“A inércia da epidemia nesta região exige esforços adicionais, e concluímos que, agora, são necessárias medidas extraordinárias para garantir que nas próximas semanas, particularmente nas próximas três, haverá uma redução nas infecções, uma redução nas hospitalizações e uma redução nas mortes”, disse.

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