Cientista responsável por programa nuclear do Irã é morto a tiros

Ataque a tiros matou principal cientistas nuclear do Irã

Ataque a tiros matou principal cientistas nuclear do Irã

O cientista Mohsen Fakhrizadeh, considerado pelos EUA e por Israel o responsável pelo programa nuclear iraniano, foi morto a tiros nesta sexta-feira (27). Segundo informações publicadas pelo jornal The Guardian, testemunhas ouviram uma explosão e viram quando quatro homens abriram fogo no meio da rua em Absard, cidade a 70km de Teerã.

Fakhrizadeh cuidava do programa nuclear do país por duas décadas, mesmo depois que o projeto foi encerrado no começo dos anos 2000, segundo o jornal americano The New York Times, citando informações adquiridas pela Inteligência dos EUA.

O Ministério da Defesa do país publicou um comunicado dizendo que “terroristas armados” foram responsáveis pela ação. Fakhrizadeh foi levado ao hospital com ferimentos graves. A equipe médica tentou fazer a reanimação, mas sem sucesso.

A equipe de segurança do cientista reagiu e trocou tiros no momento da ação. Não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde dos guarda-costas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, acusou Israel de ter participação no ataque que contra Fakhrizadeh.

“Terroristas assassinaram um eminente cientista iraniano hoje (sexta-feira). Essa covardia – com sérias dicas do papel israelense – mostra um belicismo desesperado dos perpetradores”, escreveu o chanceler do país em sua conta no Twitter.

Ainda na mesma postagem, Zarif escreveu: “o Irã conclama a comunidade internacional, especialmente a União Europeia, a colocar fim aos vergonhosos padrões duplos e condenem esse ato de terror de Estado.”

Identidade secreta

Segundo informações da CIA, agência de Inteligência dos EUA, a indentidade de Fakhrizadeh como sendo um acadêmico era fachada. Em 2008, ele estava na lista de oficiais iranianos com os bens congelados a pedidos dos Estados Unidos.

No mesmo ano, foi descoberto que o cientista estava envolvido nos Projetos 110 e 111, que tentavam criar bombas pequenas o suficiente para encaixar em mísseis e sobreviver a jornada de reentrada na atmosfera terrestre. 

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