Congresso dos EUA retoma sessão interrompida por invasão

Polícia cerca o Congresso enquanto a sessão é retomada

Polícia cerca o Congresso enquanto a sessão é retomada

Michael Reynolds / EFE – 6.1.2021

O Congresso dos EUA retomou, na noite desta quarta-feira (6), a sessão conjunta interrompida durante a tarde por uma invasão de manifestantes a favor do presidente Donald Trump, que segue alegando que a eleição presidencial de 2020 foi fraudada. A sessão é para confirmar os votos do Colégio Eleitoral que dão a vitória ao democrata Joe Biden.

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Inicialmente, foi retomada a deliberação separada no Senado, enquanto o plenário da Câmara dos Representantes ainda está sendo limpa, a respeito das objeções republicanas contra os votos dos delegados eleitorais do Arizona. Após esse procedimento, que pode durar até duas horas, a sessão conjunta voltará com os membros das duas casas.

O vice-presidente Mike Pence, que também ocupa a presidência do Senado e, por isso, preside a sessão, cumprimentou os agentes de segurança que enfrentaram os invasores e condenou a violência. Em seguida, a palavra foi para o líder dos republicanos no Senado, Mitch McConnell.

“Não seremos intimidados. Não seremos mantidos fora deste plenário por bandidos ou ameaças. Não nos curvaremos à ilegalidade ou intimidação. Estamos de volta aos nossos postos e cumpriremos nosso dever sob a Constituição”, disse McConnell.

O líder da minoria democrata, Chuck Schurmer, condenou o incentivo à invasão feita pelo presidente Donald Trump. “Não se enganem, tudo o que aconteceu com isso foi resultado das palavras e ações do 45º presidente norte-americano”, afirmou.

O senador republicano James Lankford, que estava discursando no momento da invasão, disse que iria retirar sua objeção aos votos do Arizona, que deviam interromper a certificação dos resultados da eleição. “Como que alguém pode pensar que atacar a polícia e invadir o congresso é a melhor maneira de provar que você está certo?”, disse ele.

Sem o apoio de senadores, as objeções não podem ser votadas e os resultados do Colégio Eleitoral seriam aprovados automaticamente, sacramentando a vitória de Biden, que tem a posse marcada para o próximo dia 20.

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