Entre promessas de vingança, cientista é enterrado no Irã

O cientista nuclear Mohsen Fakhrizadeh, assassinado na sexta-feira passada (27), foi enterrado nesta segunda-feira (30), em um santuário no norte de Teerã, no segundo dia de rituais fúnebres e durante o qual o sentimento de vingança continuou presente

Devido às restrições adotadas para frear a pandemia de covid-19, o funeral foi realizado com um número limitado de pessoas. Estiveram presentes parentes e algumas autoridades do país

O caixão estava coberto por uma bandeira iraniana e com ao menos uma foto do cientista, ao qual as pessoas dedicaram trechos do Corão

O local escolhido para o enterro foi o santuário Imamzadeh Saleh, onde também foi enterrado outro cientista nuclear, Majid Shahriari, que foi assassinado em 2010, em incidente que as autoridades também responsabilizaram Israel

Antes da chegada ao mausoléu, houve uma primeira cerimônia com a presença de várias autoridades e comandantes militares no Ministério da Defesa, onde Fakhrizadeh era chefe da Organização de Investigação e Inovação

Durante o ato, o ministro da Defesa, Amit Hatami, garantiu que o Irã, assim como ordenou o líder supremo Ali Khamenei, perseguirá os autores do assassinato de Fakhrizadeh: “Eles devem saber que serão punidos por suas ações”

“Nenhum crime, nenhum assassinato, nenhum ato estúpido ficará sem resposta por parte da nação iraniana. Definitivamente, perseguiremos os criminosos até o final”, comentou Hatami.

As homenagens ao cientistas, considerado o pai do programa nuclear iraniano, começaram no domingo, quando o corpo foi transferido à cidade santa de Mashhad

Lá, o caixão foi levado nos ombros por funcionários do santuário do imã Reza, o oitavo imã dos xiitas, para uma última peregrinação e outros rituais de despedida

Fakhrizadeh morreu em uma emboscada na sexta-feira passada, em Absard, nos arredores de Teerã. O país responsabilizou Israel e Estados Unidos pela morte, mas nenhum país confirmou envolvimento no incidente até o momento

Segundo os últimos dados divulgados pela agência iraniana Fars, o assassinato foi cometido com armas automáticas acopladas a um veículo e acionadas por controle remoto, sem a presença de outras pessoas, como havia sido informado inicialmente

You may have missed

3 min read
2 min read
4 min read
2 min read