Forças etíopes capturam cidade e avançam rumo à capital de Tigré

Primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed (centro) recebe diplomatas em Addis Abeba

Primeiro-ministro etíope Abiy Ahmed (centro) recebe diplomatas em Addis Abeba

Divulgação via Reuters – 27.11.2020

Militares etíopes tomaram o controle da cidade de Wikro, 50 km ao norte de Mekelle, capital da região de Tigré, disse uma autoridade de alto escalão nesta sexta-feira (27), um dia após o governo declarar que estava iniciando a “fase final” de uma ofensiva na região norte.

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As forças federais capturaram Wikro “e controlarão Mekelle em alguns dias”, afirmou o tenente-general Hassan Ibrahim em um comunicado. As tropas do governo também assumiram o controle de várias outras cidades, acrescentou.

A Reuters não conseguiu entrar em contato imediatamente com a Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) para comentar ou verificar a declaração.

A checagem das declarações de todos os lados no conflito de três semanas entre o governo e as forças da TPLF tem sido impossível porque as conexões de telefone e internet para a região estão desligadas e o acesso à área é rigidamente controlado.

Ultimato do governo

No domingo, o governo deu à TPLF um prazo até quarta-feira para depor as armas ou enfrentar um ataque em Mekelle, cidade de 500.000 habitantes, aumentando o temor entre grupos de ajuda sobre um grande número de vítimas civis.

O primeiro-ministro Abiy Ahmed acusa os líderes de Tigré de iniciar a guerra ao atacar soldados federais em uma base na região em 4 de novembro. A TPLF diz que o ataque foi preventivo.

Abiy, que anunciou na quinta-feira que os militares estavam iniciando a “fase final” de sua ofensiva, disse aos enviados de paz africanos mais cedo nesta sexta-feira que seu governo protegerá os civis em Tigré.

Mas um comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro após a reunião não fez menção às negociações com a TPLF para acabar com o conflito.

O comunicado divulgado após Abiy se encontrar com os enviados da União Africana — os ex-presidentes Ellen Johnson-Sirleaf da Libéria, Joaquim Chissano de Moçambique e Kgalema Motlanthe da África do Sul — informou que o governo está comprometido com a “proteção e segurança dos civis”.

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