Maduro diz que deixará presidência se perder eleições legislativas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
EFE/EPA/Miraflores press

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (1°) que deixará o cargo se a oposição ganhar as eleições legislativas do próximo domingo (6), embora a ala majoritária de seus detratores, liderada por Juan Guaidó, não participe do pleito por considerá-lo fraudulento.

“Digo ao povo: deixo meu destino em suas mãos. Se a oposição voltar a ganhar, deixarei a presidência. Se a oposição ganhar as eleições, não ficarei mais aqui. Deixo meu destino nas mãos do povo da Venezuela”, disse Maduro em um ato de campanha de seus correligionários em Caracas.

A proposta, de acordo com ele, é um “desafio” proposto por alguns dos líderes da oposição que participarão da votação, como o ex-candidato presidencial Javier Bertucci e o secretário do partido Ação Democrática (AD), Bernabé Gutiérrez.

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“Dizem que no próximo domingo haverá um plebiscito (…) a toda a oposição eu digo: aceito o desafio. No próximo domingo, eu aceito o desafio, vamos ver quem ganha. Se vencermos, vamos em frente”, acrescentou o presidente venezuelano.

Embora os líderes tradicionais anti-chavistas não sejam candidatos nesta eleição, alguns dos maiores partidos da oposição participarão por terem sofrido mudanças em suas diretorias, com a entrada de militantes que haviam sido expulsos por, supostamente, terem feito acordos secretos com o governo.

Maduro não fez nenhuma menção a este aspecto, uma das razões pelas quais o processo não é visto como democrático pela União Europeia e pela Organização dos Estados Americanos (OEA), e em vez disso ressaltou que estava confiante em conseguir “uma grande vitória” no domingo.

“Me perdoem por ser rude, mas já chega, mais cinco anos com a oposição liderando a Assembleia, não, assim não (…) Se a oposição conseguir mais votos do que a gente e ganhar as eleições no domingo, então vamos tomar outro caminho, estou aceitando o desafio, estou aceitando o desafio com coragem”, reiterou.

Atualmente, a oposição venezuelana controla o Parlamento sob o comando de Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países.

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