Na pandemia, EUA vivem alguns dos dias mais letais de sua história

Passageiros esperam até 5 horas para fazer testes em Massachusetts

Passageiros esperam até 5 horas para fazer testes em Massachusetts

CJ Gunther / EFE – EPA – 10.12.2020

Autoridades da FDA, a agência de segurança sanitária dos EUA, se reunem nesta quinta-feira (10) para decidir sobre a aprovação, de maneira emergencial, da vacina da Pfizer contra o novo coronavírus, no momento em que o país mais afetado pela covid-19 no mundo atinge seu pior momento em meio à pandemia.

Leia também: EUA superam marca de 3 mil mortes diárias por covid-19

Somente nas útlimas 24 horas, mais 3.124 novas mortes por conta da covid-19 foram registradas, segundo o banco de dados da Universidade Johns Hopkins. Na véspera, foram 3.053 óbitos.

Com isso, 9 e 8 de dezembro de 2020 são o terceiro e o quarto dia com mais mortes em território norte-americano, atrás apenas do furacão de Galvestom, no Texas, em 1900, com cerca de 8 mil mortos e da batalha de Antietam, na Guerra de Secessão, em 17 de setembro de 1862, com 3,6 mil baixas.

Nos atentados contra as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, morreram pouco menos de 3 mil pessoas. E, segundo os médicos, a tendência é de piorar. O país chegou a 290 mil óbitos na pandemia e pode chegar a mais de 350 mil até janeiro, segundo especialistas ouvidos pelo New York Times.

Os números de internações e novos casos também não param de subir. Na quarta-feira, eram quase 107 mil pessoas hospitalizadas, um novo recorde para os EUA, que além disso registraram 221 mil novas contaminações pelo coronavírus em apenas 24 horas, chegando a um total de quase 15.5 milhões.

‘Crise de saúde pública sem precedentes’

A disparada no número de casos coincide com um período de duas semanas após o feriado do Dia de Ação de Graças quando, a despeito do apelo de muitas autoridades, cerca de 50 milhões de norte-americanos viajaram pelo país para se encontrar com suas famílias.

“Estamos em uma crise de saúde pública sem precedentes na história do país”, disse a ex-secretária de Saúde do país, Kathleen Sebelius. “A doença está por todas as partes, os trabalhadores de saúde estão exaustos e muitos hospitais estão lotados”.

O atual secretário, Alex Azar, disse que, a partir da aprovação da vacina, quer imunizar pelo menos 20 milhões de pessoas até o fim do ano.

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