Profissionais da cultura protestam contra lockdown na França

Nesta terça-feira (15), o governo francês suspendeu o seu segundo lockdown, que havia iniciado no dia 30 de outubro. Contudo, teatros, cinemas, museus e outros espaços culturais continuarão fechados até, pelo menos, o dia 7 de janeiro, o que gerou uma onda de protestos no país.

A principal revolta do trabalhadores do setor cultural diz respeito à promessa do governo francês de, com o fim do lockdown depois pois de um mês e meio, permitir a reabertura também dos espaços culturais. Contudo, não foi isso que aconteceu.Na foto, manifestantes seguram um cartaz que diz “nós vamos morrer, e não vai ser no palco”.

Ao todo, foram organizadas cerca de 20 manifestações em algumas das principais cidades francesas. Entre elas, além da capital do país, estão Nantes, Lyon, Nice e Marselha. Na foto, o cartaz exibido diz “arte é tudo, não importa o que digam”.

Em Paris, a principal manifestação foi realizada na Praça da Bastilha, um dos mais tradicionais pontos de protestos do país e do mundo. Na praça ficava a prisão da Bastilha, famosa pela sua queda no dia 14 de julho de 1789, um símbolo da Revolução Francesa. 

Durante o protesto, foram exibidos cartazes que reafirmam a importância da reabertura de setores culturais para a sobrevivência dos profissionais que cuidam destes estabelecimentos. Na foto, há um manifestante segurando um cartaz que diz “cultura, um alimento essencial”.

Mesmo com o fim do lockdown, além de espaços culturais continuarem fechados, haverá diariamente um toque de recolher das 20h às 6h, com exceção à noite de Natal, para que a população possa celebrar a data. Na foto, uma artista segura um cartaz que diz “artistas irritados”.

Desde o começo da pandemia, a França contabiliza mais de 2,3 milhões de pessoas infectadas pelo coronavírus, com mais de 58,2 mil óbitos causados pela covid-19.Na foto, o cartaz exibido diz “não somos essenciais”. 

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