Sem escolas, número de adolescentes grávidas no Quênia dispara

Com a pandemia do novo coronavírus, escolas no mundo inteiro fecharam como parte das medidas de restrição. Com isso, o número de adolescentes grávidas disparou no mundo, segundo dados de organizações especializadas

No Quênia, o número subiu exponencialmente, como o caso de Jackline Bosibori, de 17 anos, que engravidou de um rapaz de 20 anos que deixou de respondê-la ao descobrir a gravidez 

No país, o número de gestações entre adolescentes quase triplicou, segundo o Comitê de Resgate Internacional. Esse ano, foram registradas 625 gestações em agosto, comparado com as 226 do mesmo período no ano passado

Apesar do número de meninas grávidas, a situação nos vilarejos pobres continua grave, com famílias vivendo em casas simples e nem sempre tendo suas necessidades básicas atendidas

Outro problema para as meninas grávidas é a falta de acompanhamento médico durante a gestação, o que pode levar a complicações e até abortos não seguros. Segundo a OMS, problemas da gravidez e no parto são a principal causa de morte de meninas entre 15 e 19 anos no mundo

“Nós sabemos que jovens que ficam grávidas não tem acesso à serviços de saúde como mulheres adultas por causa do julgamento, disse Ademola Olaiide, representante do Fundo das Nações Unidas no Quênia

As escolas no país ficarão fechadas até janeiro e até lá, Bosibori terá que cuidar dos 6 irmãos mais novos e da filha

Durante a gestação, a jovem também teve complicações e precisou fazer uma cesárea. Antes da cirurgia, ela e a mãe pediram permissão para um curandeiro local

No começo de novembro, a jovem deu à luz uma menina e agora terá que enfrentar as dificuldades de ser mãe jovem

A mãe de Bosibori, Ann, disse que espera que a filha volte à escola em janeiro

You may have missed

3 min read
2 min read
4 min read
2 min read