Trump passa Natal discreto em resort da família na Flórida

Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump
EFE/EPA/Chris Kleponis

A estadia do presidente dos Estados Unidos em fim de mandato, Donald Trump, em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, para comemorar o Natal tem sido bastante discreta neste ano, com apenas uma curta mensagem de “Feliz Natal” publicada pelo mandatário no Twitter.

Trump e a esposa, Melania, de férias na cidade de Palm Beach, ao norte de Miami, não tiveram durante a véspera de Natal a tradicional cerimônia religiosa como nos anos anteriores.

Sem agenda oficial para esta sexta-feira (25), dia em que deve jogar golfe, como de costume, Trump passou a semana denunciando pelo Twitter uma suposta fraude eleitoral, sem apresentar provas, a 26 dias da posse do democrata Joe Biden, vencedor das eleições de novembro.

O republicano está acompanhado na Flórida do advogado pessoal, Rudy Giuliani, seu aliado nos processos de suposta fraude e manipulação de votos.

O presidente e a esposa, que chegaram ao clube Mar-a-Lago na quarta-feira (23), publicaram no dia seguinte um vídeo natalino em redes sociais.

“Como sabem, este Natal é diferente dos anos passados. Lutamos contra uma pandemia que afetou todos. No entanto, durante esse grande desafio fomos inspirados pela bondade e a coragem dos cidadãos deste país”, disse a primeira-dama.

Diversos veículos da imprensa americana questionaram Trump por se dedicar a jogar golfe enquanto milhares de pessoas esperam um pacote de auxílio para pagar contas no Natal, muitas desempregadas ou à beira do despejo.

Trump, que permanecerá em Mar-a-Lago até o Ano Novo, se mantém em silêncio sobre a ajuda federal após ter recusado o projeto de lei aprovado pelos partidos Democrata e Republicano no Congresso e pedido aos congressistas que aumentem de US$ 600 para US$ 2.000 a quantia a ser paga diretamente aos cidadãos.

Nesta semana, o republicano também vetou um projeto de lei de política de defesa de mais de US$ 740 bilhões e emitiu uma série de indultos polêmicos, entre eles para o ex-chefe de sua campanha Paul Manafort, seu ex-assessor Roger Stone e Charles Kushner, pai de seu genro Jared Kushner.

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