Trump perdoa condenados por tentar interferir na eleição de 2016

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump
Andy Sullivan/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que deixará o cargo em menos de um mês, concedeu clemência a 20 pessoas na terça-feira (22), incluindo dois condenados por ajudar a Rússia na tentativa de interferir nas eleições norte-americanas de 2016.

Trump também cedeu o benefício a três ex-congressistas republicanos envolvidos em casos de corrupção e a quatro contratantes da empresa militar Blackwater, envolvida no assassinato de 14 civis no Iraque em 2007. Um deles, Nicholas Slatten, cumpria prisão perpétua.

O perdão de maior destaque é o de George Papadopoulos, que cumpriu apenas 12 dias de detenção. Ele foi conselheiro para assuntos externos na campanha de 2016 do republicano e que se declarou culpado de mentir aos agentes federais como parte da investigação da chamada “trama russa”, liderada por Robert Müller.

Outro beneficiado é o advogado Alex van der Zwaan, que se declarou culpado das mesmas acusações que Papadopoulos e permaneceu por 30 dias atrás das grades.

Os três ex-congressistas republicanos indultados são Duncan Hunter, da Califórnia, Chris Collins, de Nova York, e Steve Stockman, do Texas.

Stockman estava cumprindo uma pena de dez anos por lavagem de dinheiro, enquanto Collins ficaria preso por 26 meses por fraude de ações. Já Hunter estava prestes a ser detido por 11 meses por desvio de fundos de campanha.

Dias atrás, Trump perdoou seu antigo Conselheiro de Segurança Nacional, General Michael Flynn, que havia se declarado culpado de mentir ao FBI sobre seus contatos com o Kremlin.

Há alguns dias, surgiu a especulação, confirmada hoje, que o presidente anunciaria um pacote de perdões de Natal. Ele passará o cargo no dia 20 de janeiro para o democrata Joe Biden, para quem perdeu as eleições deste ano.

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