Violência contra a mulher cresce na Europa durante a pandemia

A pandemia do coronavírus aumentou a violência contra as mulheres pelo mundo. Na última quarta-feira (25), governos europeus homenagearam as vítimas no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e relembraram que esse é um dos pilares de seus mandatos

O presidente francês Emmanuel Macron alertou para o aumento da violência doméstica durante o período de confinamento e garantiu que “acabar com a violência contra as mulheres é a grande causa do meu mandato”, disse em vídeo publicado no Twitter

Durante o primeiro confinamento, entre março e maio, os alertas de violência sexista online aumentaram cinco vezes e, na semana passada, duas semanas após o começo do segundo confinamento, a mesma plataforma registrou um aumento de 15% nas ligações das vítimas. Entre julho de 2019 e julho de 2020, 146 mulheres foram mortas por seus parceiros ou ex-parceiros na França, contra 121 em 2018, de acordo com os últimos dados do Ministério do Interior

Na Itália, 3.344 mulheres foram mortas entre 2000 e 31 de outubro de 2020, o que equivale a 30% mais de 11 mil homicídios registrados no país. Só nos 10 primeiros meses deste ano, 91 mulheres foram assassinadas. O chefe de estado, Sergio Mattarella, descreveu a violência contra as mulheres como uma “emergência pública” hoje e lamentou que ela sobreviva “ainda em muitas situações”.

Um em cada cinco crimes registrados pela polícia britânica durante e logo após o primeiro confinamento na Inglaterra e no País de Gales estava relacionado à violência sexista, um aumento de 7% em relação a 2019, segundo dados divulgados pela Agência de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês)

Apesar do aumento, o órgão alertou que o número de casos de violência sexista está aumentando há dois anos e não dá para confirmar se este aumento é por conta da pandemia. Entretanto, o número de denúncias de vizinhos e terceiros aumentou durante o período de confinamento

Na Espanha, no primeiro confinamento foi denunciado o aumento de casos de violência contra mulheres. Neste ano, 41 mulheres foram mortas, totalizando 1.074 vítimas desde 2003, quando o registro de violência sexista começou

Fora do Europa o problema também é real. Em Israel, a violência doméstica triplicou, segundo a Organização Internacional da Mulher Sionista (WIZO), que atribui esse aumento à crise econômica e aos confinamentos. De acordo com um relatório, as ligações de mulheres para telefones de emergência para prevenção e tratamento de violência sexista e doméstica aumentaram 350% desde o início da pandemia no final de fevereiro, informou a Ynet. No país, 18 mulheres foram mortas durante a pandemia

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